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aposentadoria

5 mandamentos para escolher o melhor plano de previdência privada

Ao contratar um plano de previdência privada, devemos prestar muita atenção aos detalhes. É importante entender o funcionamento e as características de cada plano para escolher o mais adequado. Contratar uma previdência privada já é uma boa iniciativa para economizar recursos para a aposentadoria, no entanto, se boas escolhas não foram feitas no presente, isso não garante o suficiente para uma boa renda futura. Por isso, listamos abaixo 5 elementos essenciais que devem ser avaliados ao contratar um plano, dê uma olhada:

1 – tipo

O primeiro elemento a avaliar é o tipo de plano a ser contratado: PGBL ou VGBL. O Plano de Benefício de Geração Livre (PGBL) é adequado para aqueles que utilizam a declaração completa de imposto de renda (IR), fazem contribuições ao INSS ou ao Regime Próprio, e desejam contribuir com até 12% do lucro anual tributável , a fim de desfrutar da dedução anual do imposto de renda. Este é o único plano que permite o desconto do valor contribuído no cálculo do imposto de renda anual. Este benefício é, na realidade, um adiamento no pagamento do imposto, uma vez que, no resgate, o valor acumulado no plano será tributado em sua totalidade e não na diferença entre as contribuições e devoluções, como acontece na Vida Gerador de Lucro Grátis (VGBL).

O VGBL, portanto, é recomendado para pessoas que utilizam a declaração simplificada de IR ou estão isentas, contribuem ou não para INSS ou Regime Próprio, ou pretendem contribuir com mais de 12% de sua renda anual bruta em previsão suplementar. Em um VGBL, os valores depositados não podem ser deduzidos da base de cálculo do IR.

2 – Regime tributário

A escolha entre regimes fiscais progressivos ou regressivos é muito importante para garantir a eficiência do seu plano, ou seja, pagar a menor taxa de imposto. Na prática, o que determina a alíquota no plano de previsão é o valor a ser resgatado ou transformado em renda, aplicando o regime tributário escolhido. O regime progressivo segue a tabela da taxa de IR incidente sobre o rendimento anual tributável, enquanto o regime regressivo está ligado ao tempo da aplicação e tem a sua própria tabela. Quanto maior o período de permanência dos recursos, menor será a alíquota do imposto de renda no momento do resgate ou recebimento do aluguel.

Este regime, em geral, é a escolha certa para quem tem a perspectiva de utilizar recursos a longo prazo, ao longo de dez anos. É importante ressaltar que, no regime regressivo, o tempo utilizado para determinar a alíquota a ser considerada na tabela depende da data de cada contribuição, ou seja, calcula-se uma média, em caso de resgate total. Assim, apenas as contribuições feitas há mais de 10 anos são tributadas a 10%. Em seguida, temos as tabelas.

Uma vez observados os itens relacionados ao tipo de plano e regime tributário, que impactam nos tributos a serem pagos, devemos atacar os custos de manutenção do plano, que são a remuneração dos administradores do plano, responsáveis ​​por cuidar dos recursos estar bem investido. Nesse caso, os planos de previdência privada cobram dois tipos de taxa a serem observados no momento da contratação: a taxa de encargo e a administração financeira.

3 – Taxa de carga

A taxa de cobrança é a porcentagem incidente sobre as contribuições pagas para cobrir as despesas administrativas, a corretagem e a colocação do plano. É uma taxa cobrada antes mesmo que o dinheiro seja aplicado ao fundo de investimento, onde ele realmente começará a pagar. No mercado existem três formas de cobrança, dependendo do plano contratado. Eles são:

avanço: no momento da contribuição.

habita: Aplica-se apenas em caso de portabilidade ou resgate.

híbrido: a coleta ocorre tanto na entrada (na renda das contribuições ao plano), quanto na saída (na ocorrência de resgates ou portabilidades).

Eles podem estar diminuindo dependendo do valor da contribuição, quantidade acumulada ou tempo de contratação do plano, podendo chegar a zero. É muito importante pesquisar entre vários administradores, pois há casas onde a taxa de carregamento é zero desde o início.

4 – Taxa de administração

A taxa de administração financeira é cobrada pelo trabalho de administrar o dinheiro, ou seja, a taxa de administração do fundo de investimento em previdência vinculada ao plano. Em geral, quanto mais complexa a gestão de recursos, contendo ações, por exemplo, maior a taxa. Os fundos que investem apenas em renda fixa tendem a ter uma taxa de administração menor. A taxa de administração é cobrada diariamente sobre o valor total da reserva e a rentabilidade reportada é líquida, portanto, o valor da taxa já é descontado. É o que entra no seu bolso, deixando apenas a dedução de impostos, para depender do tipo de plano e regime tributário.

5 – Retorno

Por fim, é importante analisar o histórico de desempenho do fundo de investimento vinculado ao plano. É necessário solicitá-lo ao administrador ou acessá-lo usando o CNPJ do fundo, em sites especializados. Através do histórico de rentabilidade será possível avaliar a qualidade da gestão, observando o desempenho na gestão dos recursos, a passagem por diferentes cenários de mercado e a busca pela preservação e crescimento do patrimônio de longo prazo.

Seguindo esses 5 mandamentos, você poderá escolher um bom plano de previdência. Fique atento e acompanhe seu plano, pelo menos anualmente, e certifique-se de que ainda é o certo para você, pois as condições do mercado mudam e novos planos e fundos são sempre criados.

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Fabio A. Pimentelli Gomes

The author Fabio A. Pimentelli Gomes

Fabio A. Pimentelli Gomes em Engenharia Civil e Direito, além de possuir diversos cursos financeiros, foi palestrante e hoje desfruta de sua merecida aposentadoria. Adora ler e passar informações relevantes a seus leitores espalhados por diversos blogs.

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